Património

Solar dos Leme

Uma quinta com história, que integra também a Capela de São Filipe.

Martim Leme e António Leme, dois fidalgos naturais de Bruges na antiga Flandres, foram enviados pelo rei de Portugal para a tomada de Arzila e Tânger, sendo mais tarde distinguidos pelos seus atos de heroísmo. Em gesto de recompensa, foram atribuídas ao filho de António Leme, Martim Leme, terras na paróquia de Santo António na ilha da Madeira, nas quais construiu em 1536, uma casa de habitação com capela anexa em estilo barroco, em honra de São Filipe, a qual ainda hoje, se designa como Quinta do Leme.

Com o intuito a perpetuar o apelido Leme como sucessor, Pedro Leme, sucessor do apelido Leme, institui o morgado dos Leme e impõe-se como administrador deste morgadio. Por sucessão deste morgadio, Inácio da Câmara Leme, tenente general da Madeira e homem de grande prestígio na ilha, que reedificou a casa e a capela da Quinta do Leme em meados do século XVII. Em 1748, foi necessária uma nova reedificação da Capela de São Filipe, por ordem de Francisco Aurélio da Câmara Leme, após a ocorrência do terremoto daquele ano que deixou a capela em ruínas.

O último Leme na administração do morgadio foi Francisco António da Câmara Leme, uma vez que faleceu sem sucessor, em 1832, passando o morgadio ao sobrinho João Carvalhal Esmeraldo de Bettencourt de Sá Machado, 11º conde de Carvalhal, pertencendo assim, o morgado dos Lemes à Casa Carvalhal.

Atualmente, com edificado diferente aos traços originais, as instalações da Quinta do Leme funcionam como escola de ensino especial, desde 1968, data de aquisição desta quinta pelo Governo Regional da Madeira.

Local:

Rua da Quinta do Leme

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